Natureza: Bragança, Salamanca e Zamora avançam com candidatura transfronteiriça a Reserva da Biosfera da UNESCO

Bragança, 28 abr (Lusa) -- As regiões de Bragança, em Portugal, e de Salamanca e Zamora, em Espanha, estão a preparar uma candidatura conjunta a Reserva da Biosfera, um estatuto atribuído pelo UNESCO a territórios pelo uso e preservação da biodiversidade.
Bragança, 28 abr (Lusa) -- As regiões de Bragança, em Portugal, e de Salamanca e Zamora, em Espanha, estão a preparar uma candidatura conjunta a Reserva da Biosfera, um estatuto atribuído pelo UNESCO a territórios pelo uso e preservação da biodiversidade.
O presidente da Câmara de Bragança, Jorge Nunes, disse hoje à Lusa que nos próximos dois anos serão realizados os estudos para sustentar a pretensão à classificação deste território com um área total equivalente à região Norte de Portugal.
O projeto denominado "Biosfera Transfronteiriça" tem em vista aquilo que o autarca considerou como "o reconhecimento pela entidade UNESCO da qualidade deste território sob o ponto de vista da biodiversidade, da identidade, da cultura, dos bens patrimoniais".
Por todo o mundo há algumas centenas de sítios com esta classificação e em Portugal o primeiro a ser distinguido pela UNESCO foi a Reserva Natural do Paul do Boquilobo, que se estende pelos concelhos de Torres Novas e Golegã.
As ilhas das Flores e da Graciosa, nos Açores, são outros dos sítios portugueses com a classificação criada pela UNESCO para distinguir e incentivar a conciliação entre a conservação e o uso dos recursos naturais, o chamado desenvolvimento sustentável.
"É uma espécie de selo de qualidade para um território, o que permite abrir uma janela de oportunidades de promoção da qualidade dos produtos oriundos desta região, da promoção turística e da captação de novos e importantes fluxos turísticos", na opinião do autarca de Bragança.
A candidatura transfronteiriça está a ser desenvolvida pelo agrupamento europeu de cooperação territorial constituído pelas três províncias, o ZASNET -- AECT, e foi contemplada por fundos europeus com 300 mil dos 400 mil euros necessários para o projeto.
Os promotores gostariam de "nos próximos quatro a seis meses" lançar o concurso público internacional para selecionar "uma equipa capaz e experiente neste tipo de candidaturas, de forma a assegurar o êxito da mesma".
Segundo Jorge Nunes, no ano e meio seguinte, ou seja num prazo de 18 meses, esperam que a equipa de peritos conclua os estudos e possam apresentar a candidatura à UNESCO.
O autarca de Bragança acredita que com a distinção o território "obterá uma referência e uma marca de qualidade que abrirá novas janelas de oportunidades para a promoção dos recursos e do território".
 
Fonte: Lusa