A Víbora - uma jóia da meseta ibérica

A biodiversidade da Península Ibérica alberga criaturas de uma complexidade fascinante, muitas vezes envoltas em mitos e receios infundados. Entre estas, destaca-se a Víbora um réptil que, apesar da sua má fama popular, desempenha um papel ecológico vital e demonstra uma adaptação evolutiva notável ao ambiente da Meseta e das zonas montanhosas.
A víbora prefere habitats rochosos, encostas ensolaradas e zonas de matagal mediterrânico. É um animal que depende do sol para regular a sua temperatura corporal. Por isso, é comum encontrá-la a "tomar banhos de sol" sobre pedras durante as primeiras horas da manhã.
É um animal extremamente esquivo e tímido. O seu primeiro instinto perante a presença humana não é o ataque, mas sim a fuga ou a imobilidade total, confiando na sua camuflagem. A mordedura é utilizada apenas como último recurso de defesa, caso o animal se sinta encurralado ou seja pisado inadvertidamente.
A presença da víbora na Meseta Ibérica é um indicador de saúde do ecossistema. Como predador intermédio, ela controla as populações de roedores que, em excesso, poderiam tornar-se pragas agrícolas ou transmissores de doenças.
Encontrar uma víbora num trilho ou entre as rochas da Meseta não deve ser encarado como um momento de perigo, mas sim como um privilégio de observação da natureza no seu estado mais puro. No entanto, para garantir a segurança de ambos, humana e animal, existem normas de conduta que devem ser rigorosamente seguidas:
 

  1. Mantenha a distância de segurança;
  2. Não incomode nem tente tirar fotos;
  3. Use botas de caminhada.

 
A Víbora é uma jóia da meseta ibérica que merece o nosso respeito e proteção. Compreender que a sua existência é pautada pela discrição e pela utilidade biológica permite-nos substituir o medo pelo conhecimento, garantindo que este réptil continue a patrulhar as fragas da nossa Meseta por muitas gerações.

Data da Notícia: 
01/28/2026