O Poupa (Upupa epops): Um Visitante InconfundívelQua, 08/04/2026 - 10:26

Esta ave é perfeitamente inconfundível, destacando-se pelo padrão geométrico em preto e branco das suas asas, que contrasta com a plumagem ocre da cabeça e do pescoço. Contudo, o seu traço físico mais emblemático é, sem dúvida, a crista proeminente. Quando a abre, assemelha-se a um leque elegante, terminado em pontas negras. Além do aspeto, é fácil de detetar pelo seu canto característico, uma vocalização ritmada que lembra, em certa medida, o chamamento do cuco.
 
Habitat e Comportamento

O Melro-d’água o pequeno guardião das águas cristalinas da Meseta IbéricaSeg, 23/03/2026 - 16:49

Nas margens dos rios que serpenteiam o Nordeste Transmontano e as províncias de Zamora e Salamanca, vive um dos habitantes mais extraordinários e carismáticos da nossa Reserva da Biosfera. O Melro-d’água não é um pássaro qualquer, é o único pássaro cantor do mundo capaz de mergulhar e caminhar debaixo de água.
Na Meseta Ibérica, onde a água é o sangue que dá vida à paisagem, este pequeno mestre do mergulho assume um papel fundamental: o de sentinela da pureza.

O javali na Meseta Ibérica: presença, equilíbrio e adaptaçãoSeg, 23/02/2026 - 12:41

O javali (Sus scrofa) é uma das espécies mais emblemáticas e resilientes da fauna da Meseta Ibérica. Presente em grande parte do território, este mamífero desempenha um papel fundamental no funcionamento dos ecossistemas e reflete a capacidade de adaptação da vida selvagem a paisagens em constante transformação. Desde tempos remotos, ocupa florestas, matos, zonas agrícolas e áreas de transição entre o natural e o humano, encontrando na Meseta Ibérica condições ideais para a sua sobrevivência: diversidade de habitats, alimento variado, refúgio e corredores naturais de deslocação.

As aldeias menos conhecidas da Meseta Ibérica que merecem uma visitaSeg, 22/12/2025 - 18:01

Entre o Parque Natural de Montesinho, o Douro Internacional e as Arribes del Duero, a Meseta Ibérica estende-se como um território de fronteira onde Portugal e Espanha se encontram em paisagens de penhascos, rios encaixados e povoações que resistem ao tempo. Em vez dos destinos óbvios, há um conjunto de aldeias discretas, de ambos os lados da linha, que quase não aparecem nos folhetos turísticos, mas que recompensam qualquer viajante curioso disposto a sair da estrada principal. Rio de Onor é talvez o melhor símbolo desta condição de fronteira.

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